M.A.R.Co - Molecular Antigen Reactivity Correlation

M.A.R.Co

Molecular Antigen Reactivity Correlation

Sobre a Ferramenta

M.A.R.Co (Molecular Antigen Reactivity Correlation) é uma plataforma interativa desenvolvida para a análise de correlação na reatividade de antígenos HLA. Baseada em um robusto conjunto de 60.855 resultados de ensaios Luminex Single Antigen (LSA), a ferramenta integra os seguintes dados:

  • 47.132 resultados de One Lambda (OL) padrão:
    • 28.524 LSA Classe I de soros de pacientes distintos;
    • 18.608 LSA Classe II de soros de pacientes distintos.
  • 12.570 resultados de Immucor:
    • 7.560 LSA Classe I de soros de pacientes distintos;
    • 5.010 LSA Classe II de soros de pacientes distintos.
  • 1.153 resultados de One Lambda ExPlex:
    • 676 LSA Classe I de soros de pacientes distintos;
    • 477 LSA Classe II de soros de pacientes distintos.

Cada conjunto de amostras, organizado por classe HLA e fabricante, corresponde a soros de pacientes distintos, garantindo a independência das amostras dentro de cada grupo. Os dados incluem informações demográficas, como sexo, histórico de gestações, transfusões e transplantes, além dos valores de Mean Fluorescence Intensity (MFI) para cada alelo, organizados em conjuntos consolidados para HLA Classe I e Classe II. A ferramenta permite definir cutoffs personalizados para os valores de MFI – por exemplo, MFI > 1.500 pode ser considerado positivo e MFI < 300, negativo – facilitando a identificação de pares de alelos com discrepâncias significativas de reatividade.

No nível molecular, o sistema calcula os mismatches de aminoácidos entre pares de alelos do mesmo locus, destacando tanto o número total de resíduos divergentes quanto aqueles expostos ao solvente. Essa etapa é realizada por meio da ferramenta HLA-EMMA (Kramer et al., 2020; doi: 10.1111/tan.13883), podendo indicar relevância imunológica. Além disso, cada alelo é mapeado para uma classificação sorológica atualizada, convertendo a nomenclatura detalhada (por exemplo, HLA-A*01:01) em designações clinicamente familiares (como “A1”). Esse mapeamento inclui informações adicionais, como o status Bw4/Bw6, e é realizado com base em uma estratégia sistemática de classificação sorológica (Osoegawa et al., 2024; doi: 10.1111/tan.15702).

A análise estatística é conduzida a partir de testes de normalidade – utilizando Anderson–Darling para amostras superiores a 5.000 e Shapiro–Wilk para amostras moderadas – que determinam a utilização dos coeficientes de correlação de Pearson ou Spearman. Uma regressão linear é ajustada para visualizar a relação entre os valores de MFI, contabilizando as amostras em que ocorre discrepância de reatividade (um alelo positivo e o outro negativo).

Os resultados são apresentados por meio de visualizações interativas, como gráficos de dispersão (scatter plots) e matrizes de correlação, permitindo a inspeção detalhada dos dados e exibindo desde os coeficientes de correlação até as contagens de mismatches e as classificações sorológicas.


Como Utilizar o M.A.R.Co

  1. Seleção de Idioma e Tipo de Gráfico
    • Escolha entre Português ou Inglês.
    • Selecione o tipo de visualização: Scatter Plot ou Matriz de Correlação.
  2. Configuração dos Parâmetros
    • Scatter Plot:
      • Selecione os alelos a serem comparados.
      • Ajuste os cutoffs de MFI (por exemplo, > 1.500 para positivo e < 300 para negativo).
      • Defina filtros adicionais, como fabricante, sexo, número de transfusões e transplantes.
    • Matriz de Correlação:
      • Escolha o fabricante/kit e o antígeno de interesse.
  3. Interpretação dos Resultados
    • Os gráficos interativos permitem visualizar detalhes como a equação da reta, o coeficiente de correlação, as contagens de mismatches e a classificação sorológica em cada ponto ou célula da matriz.
    • As tabelas complementares fornecem um resumo dos dados, facilitando a identificação de padrões e discrepâncias com possíveis implicações clínicas.

Isenção de Responsabilidade

O IGEN enfatiza que não se responsabiliza pelos resultados gerados por esta ferramenta. Ela foi desenvolvida com base no trabalho do 18º IHIWS e seu uso é recomendado apenas para fins de pesquisa e em combinação com testes celulares. Vale ressaltar que já identificamos splits em alguns sorotipos recentemente determinados. No entanto, essas informações serão divulgadas apenas após a publicação em periódicos com revisão por pares.